24.8.17

Tanto tempo

Perguntou-me se era por fé, desespero ou falta do que fazer que eu me sentava tanto tempo a meditar. Em vez de responder, perguntei-lhe eu se era por fé, desespero ou falta do que fazer que se sentava ele durante sete horas em frente a um computador, mais duas dentro de um carro nas vias entupidas de circulação interna e, por fim, em frente à televisão até as coisas do mundo darem sono. Julgando que eu brincava, ajeitou-me delicadamente os cabelos por trás das orelhas e, superior, paternal, rematou: é impossível conversar contigo, passou tanto tempo e continuas tão infantil.